Museu Nacional

Museu NacionalMuseu Nacional:: Exposições

. Meteoritos - Meteoritos são fragmentos de asteróides, cometas, satélites naturais e planetas, que se chocam com a Terra. Vários painéis elucidativos podem ser vistos aqui, não somente sobre os meteoritos em si e como reconhecê-los, mas também sobre a origem da vida e do universo, a formação do sistema solar, as crateras de impacto e sobre extinções em massa. Destacam-se nessa parte da exposição os meteoritos Pará de Minas (descoberto em 1934 com 112 quilos), Santa Luzia (descoberto em Goiás em 1927, com 1980 quilos) e o meteorito Bendegó, o maior já caído em terras brasileiras

. Paleontologia - A Descoberta de um Gigante (Maxakalisaurus topai). Na Sala Rondon do circuito de exposições do Museu Nacional/UFRJ está a réplica do esqueleto do dinossauro brasileiro Maxakalisaurus topai, um herbívoro de 9 toneladas e 13 metros de comprimento, que viveu há cerca de 80 milhões de anos na região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais. É o primeiro dinossauro brasileiro de grande porte montado no país. A reconstituição do esqueleto está ao lado dos fósseis originais e de uma réplica do novo dinossauro em escala menor, juntamente com uma réplica do crânio; estes últimos podem ser tocados por deficientes visuais, que ainda contam com a ajuda de um texto explicativo em braile.

. Antropologia Biológica - Nos Passos da Humanidade. Exposição que apresenta a história do processo evolutivo humano, que se inicia com o Australopithecus afarensis e o Homo habilis há 4,6 milhões de anos. O “Garoto de Turkana” — um dos mais importantes achados arqueológicos do século XX, encontrado 85% fossilizado — encontra suas informações no Homo erectus (1,8 milhão a 100 mil anos), que é seguido pelo Homo sapiens arcaicos (1 milhão a 30.000 anos). Por fim, a expansão humana recente é representada pelo Homo sapiens moderno (160.000 anos até o presente).

. Arqueologia - Culturas Mediterrâneas. O acervo de antiguidade clássica do museu, reunido na Coleção da Imperatriz Teresa Cristina e ocupando três galerias, foi organizado no século XIX a partir de dois núcleos distintos: o primeiro é originado do Real Museu Bourbonico — hoje Museo Nazionali di Napoli — , com peças ofertadas por seu irmão, Fernando II, Rei das Duas Sicílias; o segundo é composto de peças encontradas nas escavações arqueológicas promovidas pela própria imperatriz em sua propriedade em Veio, município de origem etrusca.
Entre as mais de 700 peças dessa coleção, destacam-se a Estatueta Koré, várias estatuetas de terracota, crateras dos séc. III e IV a.C., enócoas, jarros e cálices etruscos de bucchero. Há também frascos de vidro, lamparinas, objetos de bronze, ânforas para vinho, azeite e salmoura, além de vários amuletos fálicos. Com a apoio da União Latina, em 2005 foram restaurados quatro afrescos (painéis de pintura mural) provenientes do templo de Ísis, em Pompéia.

. Egito Antigo - A Coleção Egípcia do Museu Nacional/UFRJ é uma das mais antigas e importantes do gênero na América do Sul e reconhecida por sua importância e seu valor arqueológico, histórico, científico e artístico. A maioria de seu acervo foi arrematada por D. Pedro I em 1826, em leilão realizado na antiga Praça XV, quando da passagem do mercador italiano Nicolau Fiengo pelo Rio de Janeiro. De fato, Fiengo partira de Marselha com destino a Buenos Aires, para vender a sua coleção de antiguidades egípcias e clássicas. Por sua vez, adquiridas as peças, D. Pedro I as doou ao então Museu Real. Posteriormente, D. Pedro II acrescentou novos ítens ao acervo.
A exposição atual foi projetada e inaugurada em 2001 e passou a ser referência para as exposições posteriores. Destacam-se nessa coleção as múmias do sacerdote Hori (séc. XI a.C.) e de Harsiese (séc. VII a.C.), a estatueta da dama Takushit, uma múmia do séc. I (já, portanto, no período de domínio romano), bem como outras de animais e de crianças, além da múmia da dama Sha-Amun-Em-Su (séc. VIII a.C.), que foi um presente oferecido pelo Quediva do Egito, Ismail, ao imperador D. Pedro II, quando de sua viagem ao Egito em 1872. Podem ser também apreciados os shabits (estatuetas funerárias mumiformes), máscaras, colares, esquifes, estelas (lápides funerárias com representações do morto e seu nome escrito) e vasos canopos (que guardavam as principais vísceras do morto).

. Arqueologia Pré-Colombiana - Reúne um acervo precioso e representativo da produção têxtil, metalúrgica e de cerãmica das Civilizações Ameríndias, antes e depois do contato com as civilizações européias. Destacam-se o manto Chancay (de três metros) e o módulo sobre mumificações da América do Sul (composto pelas múmias de uma mulher e duas crianças indígenas brasileiras, originárias de Minas Gerais; pela múmia Aymara, do Titicaca; por um menino andino mumificado; pela cabeça reduzida Jívaro e pela múmia atacamenha de Chiu-Chiu, no Peru). Podem ser vistas também diversas representações de animais, vários instrumentos musicais, adornos, além de peças rituais de sacrifícios.

. Arqueologia Brasileira - Esta mostra, que abrange tanto um vasto período de tempo, quanto um imenso espaço territorial, apresenta muitos registros de culturas humanas que habitaram o território brasileiro. A primeira sala do circuito é representativa do Brasil pré-histórico, apresentando artefatos de pedra e de ossos, pontas de projéteis utilizadas na caça, além de lascas e artefatos para raspar, gravar, talhar e furar. Há também a reconstituição da provável face de ‘Luzia’ — o fóssil humano mais antigo das Américas — , assim como a réplica de seu crânio original. A segunda sala exibe artefatos de povos mais antigos encontrados nos sambaquis, que são elevações construídas principalmente com restos de animais (conchas, ossos de peixes, aves, mamíferos e répteis), mas onde se encontram também esqueletos humanos com elaborados acompanhamentos funerários, restos de fogueiras, evidências de habitações, corantes e artefatos para pescar, caçar e preparar alimentos. Há sambaquis de diferentes tamanhos. Os maiores estão em Santa Catarina e chegam a ter mais de 30 metros de altura. Nesta parte destacam-se também os artefatos líticos, esculturas de pedra — zoólitos (peixes, aves) — e uma rara escultura de pedra antropomorfa. A terceira e última sala deste circuito é representativa da grande diversidade da arqueologia brasileira, com exemplares dos grupos indígenas Tupi-guarani e das culturas amazônicas Marajoara, Miracanguera, Maracá e Santarém (urnas funerárias, chocalhos, pratos, tigelas, tangas rituais, vasos, ídolos, muiraquitãs, etc.).

. Etnologia - Culturas do Pacífico - Uma das primeiras coleções de acervo estrangeiro do Museu Nacional/UFRJ, onde se destacam dois raríssimos casacos-esquimó das Ilhas Aleutas (um de intestino de foca e outro de pele e plumárias), machados de pedras com cabos de madeira ricamente entalhados, provenientes das Ilhas Cook (Hervey, Polinésia), e o manto e o colar real Owhyeen, confeccionados com plumas, presenteados pelo Rei Tamehameha II e pela Rainha Tamehamalu das Ilhas Sandwich (hoje Havaí) ao Imperador D. Pedro I, em 1824.

. África - Esta exposição apresenta um precioso material da costa ocidental africana, que inclui objetos de uso cotidiano (adereços e trançados), esculturas e máscaras rituais, instrumentos musicais (flauta, valica, chocalhos e tambores), armas de caça adornadas com grande riqueza de detalhes, além de um importante trono sagrado do Daomé.

:: Sediada no Paço Imperial de São Cristóvão, antiga residência da família real e imperial brasileira, o Museu foi a primeira instituição científica do país e, atualmente, é detentora do maior acervo de História Natural e de Antropologia da América Latina. É um espaço de excelência onde se conjuga memória, educação, cultura e ciência. Constitui-se num centro de intensa produção acadêmica nas áreas de Antropologia, Botânica, Geologia/Paleontologia, Entomologia, Invertebrados e Vertebrados.
Atualmente, o Museu Nacional realiza obras em sua fachada, recuperando as marcas de sua arquitetura e revelando ao público sua cor original, o amarelo ocre, da época de D. João VI.

Local: Quinta da Boa Vista.
Bairro: São Cristóvão.
Tel.: (21) 2568-8262.
Horário: Terça a Domingo, das 10:00 às 16:00.
Preço: R$ 3,00.

Dica: Grátis para crianças de até 5 anos, maiores de 60 anos, deficientes físicos e estudantes e professores da UFRJ. De 6 a 10 anos paga R$ 1,00.

Site do Museu Nacional


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